quarta-feira, 15 de agosto de 2012


PRODE
Projeto Diocesano de Evangelização
LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - LECTIO DIVINA - JUNHO DE 2012¹

Chave de Leitura – Lc 17, 11-19


Animador:  Dentro das celebrações dos 40 anos da nossa diocese e preparando-nos para vivenciar o Ano da Fè, vamos dar início a uma nova etapa da Leitura Orante. Durante os nossos encontros, quando após uma citação, aparecer a sigla CIC, saberemos que estamos diante de um ensinamento do CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Rezaremos com a Palavra de Deus e ela nos guiará  nos caminhos da fé. E a Igreja, de quem recebemos a fé nos instruirá sobre a retidão e a vivência desta fé.

Todos: “Sei em quem acreditei, Sua graça me ajudará a perseverar até o fim.” (Cf. 2Tm1,12)

Animador: Preparemo-nos para esta Leitura Orante.
                  (Invocação ao Espírito Santo cantada ou rezada)

Animador: Ter fé não é simplesmente um compreender com a nossa inteligência. É algo bem concreto:  A fé é resposta do homem a Deus que se revela e a ele se doa, trazendo ao mesmo tempo uma luz superabundante ao homem em busca do sentido último de sua vida. A fé é adesão pessoal do homem a Deus; é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o assentimento livre a toda verdade que Deus revelou. A fé cristã é diferente da fé em uma pessoa humana. É justo e bom entregar-se totalmente a Deus e crer absolutamente no que Ele diz. Seria vão e falso por a  fé em uma criatura. (CIC 26.150)

Todos: “Sei em quem acreditei, Sua graça me ajudará a perseverar até o fim.” (Cf. 2Tm1,12)

Animador: Quando digo “eu creio” estou fazendo um ato verdadeiramente humano, pois é um ato da inteligência. Contudo, só posso dizer “eu creio”, de verdade, pela força da graça do Espírito Santo. Santo Tomás de Aquino nos ensina: “Crer é um ato da inteligência que assente à verdade divina a mando da vontade movida por Deus através da graça.” (cf. CIC 153.154.155) Como é importante termos o nosso coração e a nossa inteligência abertos à graça de Deus para vivermos o dom da fé.

Todos: “Sei em quem acreditei, Sua graça me ajudará a perseverar até o fim.” (Cf. 2Tm1,12)

Animador: Deus nos concede muitas graças, mas nem sempre correspondemos à sua graça (= ter fé). Muitas vezes a nossa inteligência e o nosso coração não estão abertos ao dom de Deus, não compreendemos a profundidade do significado dos acontecimentos em nossa vida pessoal e no mundo.
A Palavra de Deus desta Leitura Orante nos fala de um ato de fé, “eu creio”. Estejamos atentos para não confundir o “simples” acreditar (dar crédito) com um ato de fé.

1. Proclamação da Palavra Lc 17,11-19 (todos em pé)
2. 10 minutos para ler e reler individualmente na Bíblia, notando sempre o que mais lhe tocou (sentados)
3. Proclamação novamente da Palavra  Lc 17,11-19 (todos em pé)
4. Partilha (sentados) O que mais me tocou neste trecho do Evangelho, por quê? Como a partir desta Palavra vejo a minha vida de fé como RESPOSTA a Deus que me dá sua Graça?
5. Proclamação novamente da Palavra  Lc 17,11-19 (todos em pé)
6. Sentados: 5 minutos de oração silenciosa
7. Preces espontâneas
8. Canto
9. Ao menos 3 minutos em silêncio para que cada um possa assumir um compromisso concreto - no silêncio do seu coração - com aquilo que Deus lhe pede hoje através desta Palavra.

Animador: “Para viver, crescer e perseverar até o fim na fé, devemos alimentá-la com a Palavra de Deus; devemos implorar ao Senhor que a aumente; ela deve agir pela caridade (pois a fé sem obras é morta), ser carregada pela esperança e estar enraizada na Igreja.” (CIC 162)

Todos: “Sei em quem acreditei, Sua graça me ajudará a perseverar até o fim.” (Cf. 2Tm1,12)

Animador: Recolhamos todos os nossos pedidos, louvores e propósitos deste encontro, na oração que o Senhor nos ensinou: Pai Nosso...

Animador: Saudemo-nos uns aos outros no amor de Cristo.

Canto final


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Projeto Diocesano de Evangelização
LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - LECTIO DIVINA - JUNHO DE 2011²

CHAVE DE LEITURA: 1Cor 15,1-14

Canto Inicial

Animador: Ter fé não é simplesmente um compreender com a nossa inteligência. É algo bem concreto:  A fé é resposta do homem a Deus que se revela e a ele se doa, trazendo ao mesmo tempo uma luz superabundante ao homem em busca do sentido último de sua vida. A fé é adesão pessoal do homem a Deus; é, ao mesmo tempo e inseparavelmente , o assentimento livre a toda verdade que Deus revelou. A fé cristã é diferente da fé em uma pessoa humana. É justo e bom entregar-se totalmente a Deus e crer absolutamente no que Ele diz. Seria vão e falso por a  fé em uma criatura. (CIC 26.150)

Todos: “Sei em quem acreditei, Sua graça me ajudará a perseverar até o fim.” (Cf. 2Tm1,12)

Animador: Quando digo “eu creio” estou fazendo um ato verdadeiramente humano, pois é um ato da inteligência. Contudo, só posso dizer “eu creio”, de verdade, pela força da graça do Espírito Santo. Santo Tomás de Aquino nos ensina: “Crer é um ato da inteligência que assente à verdade divina a mando da vontade movida por Deus através da graça.” (cf. CIC 153.154.155) Como é importante termos o nosso coração e a nossa inteligência abertos à graça de Deus para vivermos o dom da fé.

Todos: “Sei em quem acreditei, Sua graça me ajudará a perseverar até o fim.” (Cf. 2Tm1,12)

Animador:  “Ninguém pode crer sozinho, assim como ninguém pode viver sozinho. Ninguém deu a fé a si mesmo, assim como  ninguém deu a vida a si mesmo. O crente recebeu a fé de outros, deve transmiti-la a outros. Cada crente é como um elo na grande corrente dos crentes. Não posso crer sem ser carregado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo para carregar a fé dos outros..” (CIC 166)

Todos: “Eu creio, nós cremos!”

Animador: Não deve existir para o cristão a frase: “eu creio, mas creio do meu jeito.” “É por meio da Igreja que recebemos a fé e a vida nova no Cristo pelo Batismo. A salvação vem exclusivamente de Deus, mas, por recebermos a vida de fé por meio da Igreja, esta última é nossa mãe. Por ser nossa mãe, a Igreja é também a educadora da nossa fé.” (CIC 168.169) “Ninguém pode ter a Deus por Pai, que não tenha a Igreja por mãe” (S. Cipriano, bispo)

Todos: “Eu creio, nós cremos!”

Animador: “Para viver, crescer e perseverar até o fim na fé, devemos alimentá-la com a Palavra de Deus; devemos implorar ao Senhor que a aumente; ela deve agir pela caridade (pois a fé sem obras é morta), ser carregada pela esperança e estar enraizada na Igreja.” (CIC 162)

Todos: “Eu creio, nós cremos!”

Animador: A comunidade de Corinto estava querendo crer e viver a fé do “seu jeito”. Estava desaparecendo a fé que tinha sido recebida pela pregação da Igreja, através do apóstolo Paulo. O ponto central - o Cristo ressuscitado - estava sendo negado. Sem a acolhida desta verdade, tudo desmorona. Que a Palavra de Deus desta Leitura Orante nos ilumine a respeito do anúncio que da Igreja recebemos e nos faça compreender se estamos nos desviando da retidão da fé. Não existe somente o “eu creio”, mas ele sempre existe juntamente com o “nós cremos”. Este “nós” se refere à fé que da Igreja recebemos e que queremos sinceramente professar.

1.        Proclamação da Palavra 1Cor 15,1-14 (todos em pé)
2.        10 minutos para ler e reler individualmente na Bíblia, notando sempre o que mais lhe tocou (sentados)
3.        Proclamação novamente da Palavra 1 Cor 15,1-14 (todos em pé)
4.        Partilha (sentados). Cada um, com muita simplicidade, diga o que Deus está lhe dizendo com esta Palavra. Se tiver coragem, diga também quais as coisas que a Igreja ensina e que tem dificuldade para acreditar.
5.        Proclamação novamente da Palavra 1Cor 15,1-14  (todos em pé)
6.        5 minutos de oração silenciosa (quem quiser pode repetir o versículo (mentalmente): “Creio, Senhor, mas aumentai minha fé.”
7.        Preces espontâneas (lembremos de rezar por aquelas pessoas que têm dificuldade de abraçar a fé cristã)
8.        Canto ( que fale da ressurreição de Cristo)
9.        Ao menos 3 minutos em silêncio para que cada um possa assumir um compromisso concreto - no silêncio do seu coração - com aquilo que Deus lhe pede hoje através desta Palavra.

Animador: Há séculos, mediante tantas línguas, culturas, povos e nações, a Igreja não cessa de confessar sua única fé, recebida de um só Senhor, transmitida por um único batismo, enraizada na convicção de que todos os homens têm um só Deus e Pai.” (CIC 172)

Todos: “Eu creio, nós cremos!”

Animador: “Não cremos em fórmulas, mas nas realidades que elas expressam e que a fé nos permite ‘tocar’. Temos acesso a essas realidades com o auxílio das formulações da fé Estas permitem expressar e transmitir a fé, celebrá-la em comunidade, assisti-la e vive-la cada vez mais.” (CIC 170) Uma fórmula importantíssima na Tradição da Igreja é o Símbolo da Fé, que nós comumente chamamos de “Creio”. Recitemos juntos:

 Todos: “Eu creio, nós cremos!”
              Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra...

Animador: Recolhamos todos os nossos pedidos, louvores e propósitos deste encontro, na oração que o Senhor nos ensinou: Pai Nosso...

Animador: Saudemo-nos uns aos outros no amor de Cristo.

Canto final

Tudo muito interessante!
o que é a fé para nós catequistas?
Sua fé é de seu jeito,ou é a fé, recebida no seu batismo°



PRODE
Projeto Diocesano de Evangelização
LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - LECTIO DIVINA - JULHO DE 2012¹

1Cor 2,6-13
Canto Inicial (em pé)

(sentados)

Animador: Ainda neste encontro, antes de entrarmos nos artigos da profissão de fé, vamos refletir sobre a importância dos Símbolos da Fé. Há séculos, mediante tantas línguas, culturas, povos e nações, a Igreja não cessa de confessar sua única fé, recebida de um só Senhor, transmitida por um único batismo, enraizada na convicção de que todos os homens têm um só Deus e Pai.” (CIC 172)

Todos: “Eu creio, nós cremos!”

Animador: “Não cremos em fórmulas, mas nas realidades que elas expressam e que a fé nos permite ‘tocar’. Temos acesso a essas realidades com o auxílio das formulações da fé Estas permitem expressar e transmitir a fé, celebrá-la em comunidade, assisti-la e vive-la cada vez mais.” (CIC 170)

Todos: “Eu creio, nós cremos!”

Animador: “Quem diz “creio” diz ‘dou minha adesão àquilo que nós cremos. A comunhão na fé precisa de uma linguagem comum da fé. Desde a origem, a Igreja apostólica exprimiu e transmitiu sua própria fé em fórmulas breves e normativas para todos. Estas fórmulas breves chamam-se “profissões de fé”, pois resumem a fé que os cristãos. (CIC 185-187)

Todos: Chamam-se também “Credo” e “símbolos da fé”

Animador: O Símbolo, Credo ou Profissão de fé está dividido em três partes. A primeira fala do Pai e sua obra criadora. A segunda fala do Filho e da obra da Redenção. A terceira fala do Espírito Santo, fonte e princípio de nossa santificação. Estas três partes do Credo são o nosso selo batismal, a nossa identificação cristã.

Todos: “Eu creio, nós cremos!”

Animador: “Estas três partes são distintas, embora interligadas. São compostas por artigos. Com acerto e razão, se deu o nome de artigos às verdades em que devemos crer especificamente e de forma distinta. Segundo uma antiga tradição, também se costuma contar doze artigos no Credo, simbolizando com o número dos apóstolos o conjunto da fé apostólica.(CIC 191)

Todos: “Eu creio, nós cremos!”

Animador: A Palavra de Deus da Leitura Orante de hoje nos falará desta fé que recebemos dos apóstolos. Isso ouviremos através de um trecho da 1ª. carta de São Paulo aos Coríntios. Os ensinamentos do Credo são um dom de Deus, não são obra de sabedoria humana. Quem acolhe esta sabedoria de Deus, acolhe a plena revelação do amor de Deus manifestada em Jesus Cristo. Fiquemos em pé e façamos nossa invocação ao Espírito Santo, para que experimentemos esta Sabedoria que nos foi revelada.

·         Invocação ao Espírito Santo

1. Proclamação da Palavra 1Cor 2,6-13 (todos em pé)
2. 10 minutos para ler e reler individualmente na Bíblia, notando sempre o que mais lhe tocou (sentados)
3. Proclamação novamente da Palavra 1 Cor 2,6-13(todos em pé)
4. Partilha (sentados). Cada um, com muita simplicidade, diga o que Deus está lhe dizendo com esta Palavra. Quem quiser pode até dizer o que não está entendendo, mas ninguém tente explicar algo a alguém, pois não estamos num momento de explicação catequética.
5. Proclamação novamente da Palavra 1Cor 2, 6-13 (todos em pé)
6. 5 minutos de oração silenciosa (quem quiser pode repetir o versículo (mentalmente): “Creio, Senhor, mas aumentai minha fé.”

Animador: Hoje, ao invés das orações espontâneas, como é costume, vamos acolher algumas informações e ensinamentos sobre o Símbolo da Fé. Dentre todos os Símbolos da Fé que foram elaborados ao longo da história da Igreja, dois são os mais conhecidos e importantes. Quais são?

Todos:  símbolo apostólico e o símbolo niceno-constantinopolitano.

Animador: “O Símbolo dos Apóstolos, assim  chamado por ser, com razão, considerado o resumo fiel da fé dos apóstolos. É o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma, aquela onde Pedro, o primeiro apóstolo, teve a sua Sé e para onde trouxe a comum expressão da fé.(CIC 194)

Todos: O Credo é o selo espiritual, a meditação do nosso coração e o guardião sempre presente; ele é seguramente, o tesouro da nossa alma”                       

Animador:  “O Símbolo niceno-constantinopolitano tem sua grande autoridade no  fato de ter surgido dos dois primeiros concílios Ecumênicos”: o Concílio de Nicéia, em 325 e o Concílio de Constantinopla, em 381. “Ainda hoje ele é comum em todas as grandes Igrejas do Oriente e do Ocidente. (CIC 195)

Todos: O Credo é o selo espiritual, a meditação do nosso coração e o guardião sempre presente; ele é seguramente, o tesouro da nossa alma.”

Animador: Vamos agora meditar e aprender com os ensinamentos de S. Cirilo de Jerusalém, que viveu no Século IV e é um dos  Santos Padres da Igreja. Trata-se de um texto onde ele entrega o Credo aos que se preparam para o batismo. Que sintamos que as suas palavras são dirigidas a nós que recebemos da Igreja esta fé.

Leitor 1: “Abraça, cuidadoso, unicamente a fé que agora a Igreja te entrega para aprendê-la e confessá-la, protegida pelos muros de toda a Escritura. Colocamos nos poucos versículos do Símbolo todo o dogma da nossa fé.”

Todos: O Credo é o selo espiritual, a meditação do nosso coração e o guardião sempre presente; ele é seguramente, o tesouro da nossa alma

Leitor 2: “Exorto-te a tê-lo como viático durante a vida inteira e não admitir nenhum outro mais. Ouves neste momento apenas simples palavras, mas guarda na memória o símbolo da fé. Não foi a bel prazer dos homens que este resumo foi composto, mas selecionados dentre toda a  Escritura, os tópicos mais importantes perfazem e abraçam a única doutrina da fé.”

Todos: O Credo é o selo espiritual, a meditação do nosso coração e o guardião sempre presente; ele é seguramente, o tesouro da nossa alma.”

Animador: “Da forma como a semente de mostarda num pequenino grão contém muitos ramos, assim este símbolo em poucas palavras encerra como num seio materno o conhecimento de toda a religião contida no Antigo e no Novo Testamento.”

Todos: O Credo é o selo espiritual, a meditação do nosso coração e o guardião sempre presente; ele é seguramente, o tesouro da nossa alma.”

Animador: “A fé é depositar no banco o dinheiro que vos confiamos. Mas Deus vos pedirá contas do depósito. Peço-vos, assim diz o Apóstolo, diante de Deus, que tudo vivifica, e de Cristo Jesus, que deu seu belo testemunho diante de Pôncio Pilatos, que conserveis imaculada esta fé entregue a vós, até que apareça nosso Senhor Jesus Cristo.”

Todos: O Credo é o selo espiritual, a meditação do nosso coração e o guardião sempre presente; ele é seguramente, o tesouro da nossa alma.”

Animador: No Credo está  sintetizada a fé que recebemos da Igreja. Vamos recitar agora o Símbolo dos Apóstolos:
Todos: Creio em Deus Pai, todo-poderoso......

·  Canto escolhido pela equipe de preparação da Liturgia Orante
·  Oração do Pai-Nosso
·   Abraço da paz
·   Canto final


PRODE
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LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - LECTIO DIVINA - JULHO DE 2012²

Animador: Irmãos e irmãs, bem-vindos a mais um encontro de Leitura Orante.  Hoje vamos começar a meditar e a celebrar os artigos do Credo. O primeiro artigo do Credo Apostólico é: “Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra.” Hoje vamos somente meditar e celebrar o “Creio em Deus”. Cantemos dando início ao nosso encontro.
(Canto inicial)
(sentados)
Animador: “Creio em Deus”: esta primeira afirmação da profissão de fé é também a mais fundamental. Os artigos do Credo dependem todo deste primeiro.Os demais artigos nos fazem conhecer melhor a Deus tal como se revelou progressivamente aos homens. Os fiéis fazem primeiro profissão de crer em Deus.’ (CIC 199)
Todos: O Credo é o selo espiritual, a meditação do nosso coração e o guardião sempre presente; ele é seguramente, o tesouro da nossa alma.”

Animador: Cremos num só Deus. “A confissão da unicidade de Deus tem sua raiz na Revelação Divina da Antiga Aliança.A fé cristã confessa que há Um só Deus, por natureza, por substância e por essência.(CIC 200)

Todos: “Escuta Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças.”

Animador: “Jesus mesmo confirma que Deus é o único Senhor e que é preciso amá-lo de todo o coração, com toda a alma, com todo o espírito e com todas as forças. Ao mesmo tempo dá a entender que ele mesmo é o SENHOR. Confessar que JESUS É SENHOR é o específico da fé cristã. Isso NÃO contraria a fé em Deus único. Crer no Espírito Santo que é Senhor e dá a Vida não introduz nenhuma divisão no Deus único.” (CIC 202)

Todos: “Escuta Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças.”

Animador: “Cremos firmemente e afirmamos que há um só verdadeiro Deus eterno, imenso e imutável,incompreensível, todo-poderoso e inefável, Pai, Filho e Espírito Santo: Três Pessoas, mas uma Essência.” (CIC 202)

Todos: “Escuta Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças.”

Animador: A Palavra de Deus da Leitura Orante de hoje é do Antigo Testamento. O que precisamos ter presente em nossas mentes  é que o que sabemos de Deus, não o sabemos porque pessoas estudaram para descobrir, mas por que DEUS SE REVELOU. Progressivamente, desde o Antigo Testamento, Deus vai se revelando até chegar à plenitude da Revelação que é Jesus Cristo. A Palavra que vamos meditar e celebrar hoje nos falará de um Deus que revela o seu nome, o seu ser a Moisés. Para ouvir esta Palavra vamos nos colocar no lugar de Moisés e sintamos que Deus também está se revelando a nós. Deixemos que a sua revelação ilumine a nossa vida. Agora, em pé, vamos invocar o Espírito Santo para que nossas mentes e corações sejam iluminados por esta Palavra.
·         Invocação ao Espírito Santo
·         Proclamação da Palavra Ex 3,1-15 (todos em pé)
·         10 minutos para ler e reler individualmente na Bíblia, notando sempre o que mais lhe tocou (sentados)
·         Proclamação novamente da Palavra Ex 3,1-15 (todos em pé)
·         Partilha (sentados). Cada um, com muita simplicidade, diga o que Deus está lhe dizendo com esta Palavra.
·         Proclamação novamente da Palavra Ex 3,1-15 (todos em pé)
·         5 minutos de oração silenciosa (quem quiser pode repetir o versículo (mentalmente): “Creio, Senhor, mas aumentai minha fé.”
·   Preces espontâneas (lembremos de rezar por aquelas pessoas que têm dificuldade de abraçar a fé cristã)
·         Canto (escolhido pela equipe de preparação da Leitura Orante)
·          
Animador: A seu povo, Israel, Deus revelou-se, dando-lhe a conhecer o seu nome. O nome exprime a essência, a identidade da pessoa e o sentido de sua vida. Desvendar o próprio nome é dar-se a conhecer aos outros; é de certo modo entregar-se a si mesmo, tornando-se acessível, capaz de ser conhecido mais intimamente e de ser chamado pessoalmente.” (CIC 203)
Todos: “Escuta Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças.”

Animador: Deus revelou seu nome misterioso: JAVÉ, “Eu sou Aquele que é”ou “Eu Sou Aquele que SOU ou também “Eu sou quem sou”. “Este nome divino é misterioso como Deus é mistério. Ele é ao mesmo tempo um nome revelado e como que a recusa de um nome,e é por isso mesmo que exprime da melhor forma a realidade de Deus como ele é, infinitamente acima de tudo que podemos compreender ou dizer. Ele é o Deus que se faz próximo dos homens. (CIC 206)
Todos: “Escuta Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças.”

Animador: “Ao revelar seu nome, Deus, revela ao mesmo tempo sua fidelidade, que é de sempre e para sempre, válida tanto para o passado como para o futuro. Revela-se como o Deus que está sempre presente junto a seu povo para salva-lo.” (CIC 207)

Todos: “Escuta Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças.”

Animador: “O Senhor é UM, UM  é o Senhor.” Como já vimos o Credo é profissão de fé na Santíssima Trindade. Isso é um mistério que nos foi REVELADO. O Deus da nossa fé, não é simplesmente o arquiteto do universo, que organizou o mundo e o deixou para que o homem governasse com sua inteligência. Ele é o Deus-Amor que revelou-se plenamente em Jesus Cristo, como perfeita comunhão na Unidade da Trindade. Vamos mergulhar mais uma vez na Tradição da Igreja com Santo Atanásio, bispo de Alexandria, que viveu no século IV e é também um dos Santos Padres da Igreja.

Todos: Sede bendita, ó Trindade indivisível, agora e sempre eternamente pelos séulos, vós que criais e governais todas as coisas.

Leitor 1: “Não devemos perder de vista a tradição, a doutrina e a fé da Igreja Católica, tal como o Senhor ensinou, tal como os apóstolos pregaram e os Santos Padres transmitiram. De fato,a Tradição constitui o alicerce da Igreja, e todo aquele que dela se afasta deixa de ser cristão e não merece mais usar este nome.”

Todos:  Eu Creio, nós cremos. Ajudai-nos, ó Senhor, ó Deus Uno todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.

Leitor 2: “Ora, a nossa fé é esta: cremos na Trindade Santa e perfeita, que é o Pai, o Filho e o Espírito Santo; nela não há mistura alguma de elemento estranho; não se compõe de Criador e criatura: mas toda ela é potência e força operativa; uma só e a sua natureza, uma só é a sua eficiência e ação.

Todos: O Pai é amor, o Filho é graça, o Espírito Santo é comum união: Ó Trindade feliz!

Leitor 1: “O Pai cria todas as coisas por meio do Verbo, no Espírito Santo; e deste modo, se afirma a unidade da Santíssima Trindade. Por isso proclama-se na Igreja um só Deus, que reina sobre tudo, age em tudo e permanece em todas as coisas.

Todos:  Sede bendita, ó Santíssima Trindade e indivisa Unidade, nós vos louvamos, pois foi grande para nós vosso amor e compaixão.

Leitor 2: “Reina sobre tudo  como Pai, princípio e origem; age em tudo, isto é, por meio do Verbo; e permanece em todas as coisas no Espírito Santo.” Repitamos três vezes:

Todos: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio agora e sempre. Amém
Animador: Recitemos o Credo, nossa profissão de fé.

Todos: Creio em Deus Pai, todo-poderoso...

Animador: Rezemos com amor e confiança a oração do Senhor: Pai-Nosso....
·         Abraço da paz
·         Canto final


Todos podemos ser santos!
santidade dom de Deus dado a seus servos amados!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012


Qual a diferença entre a Bíblia católica e a protestante?


A diferença entre a Bíblia católica e a protestante

Entenda por que a Bíblia dos protestantes tem menos livros

Demoraram alguns séculos para que a Igreja Católica chegasse à forma final da Bíblia, com os 72 livros como temos hoje. Em vários Concílios, ao longo da história, a Igreja, assistida pelo Espírito Santo (cf. Jo 16,12-13) estudou e definiu o Índice (cânon) da Bíblia; uma vez que nenhum de seus livros traz o seu Índice. Foi a Igreja Católica quem berçou a Bíblia. Garante-nos o Catecismo da Igreja e o Concílio Vaticano II que: “Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados” (Dei Verbum 8; CIC,120). Portanto, sem a Tradição da Igreja não teríamos a Bíblia. Santo Agostinho dizia: “Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica” (CIC,119).

Em que ordem ler a Bíblia :: Como fazer o diário espiritual :: Padre Jonas ensina: método de "ruminação" da Palavra de Deus Por que a Bíblia católica é diferente da protestante? Esta tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16; Daniel 3,24-20; 13-14. A razão disso vem de longe. No ano 100 da era cristã, os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definir a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começavam a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os judeus não aceitaram. Nesse Sínodo, os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte: (1) Deveria ter sido escrito na Terra Santa; (2) Escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego; (3) Escrito antes de Esdras (455-428 a.C.); (4) Sem contradição com a Torá ou lei de Moisés. Esses critérios eram puramente nacionalistas, mais do que religiosos, fruto do retorno do exílio da Babilônia em 537aC.

Por esses critérios não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante, citados anteriomente. Mas a Igreja católica, desde os Apóstolos, usou a Bíblia completa. Em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma influente colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. O rei do Egito, Ptolomeu, queria ter todos os livros conhecidos na famosa biblioteca de Alexandria; então mandou buscar 70 sábios judeus, rabinos, para traduzirem os Livros Sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu, assim, a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta, que a Igreja Católica sempre seguiu. Essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram. Havia, dessa forma, no início do Cristianismo, duas Bíblias judaicas: a da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX). Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando inspirados (canônicos) os livros rejeitados em Jâmnia. Ao escreverem o Novo Testamento, utilizaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico.

O texto grego “dos Setenta” tornou-se comum entre os cristãos; e portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passaram para o uso dos cristãos. Das 350 citações do Antigo Testamento que há no Novo, 300 são tiradas da Versão dos Setenta, o que mostra o uso da Bíblia completa pelos Apóstolos. Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram. Por exemplo: Rom 1,12-32 se refere a Sb 13,1-9; Rom 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2, 13.18; Tg 1,19 a Eclo 5,11; Mt 11,29s a Eclo 51,23-30; Hb 11,34 a 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15. Nos séculos II a IV, houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por causa da dificuldade do diálogo com os judeus. Mas a Igreja, ficou com a Bíblia completa da Versão dos Setenta, incluindo os sete livros.

Após a Reforma Protestante, Lutero e seus seguidores rejeitaram os sete livros já citados. É importante saber também que muitos outros livros, que todos os cristãos têm como canônicos, não são citados nem mesmo implicitamente no Novo Testamento. Por exemplo: Eclesiastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Rute. Outro fato importantíssimo é que nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja (patrística) os livros rejeitados pelos protestantes (deutero-canônicos) são citados como Sagrada Escritura. Assim, São Clemente de Roma, o quarto Papa da Igreja, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios, citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes. Ora, será que o Papa S. Clemente se enganou, e com ele a Igreja? É claro que não.

Da mesma forma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e de Macabeus II; Santo Hipólito (†234), comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus. Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre confirmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo. Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870) confirmaram a escolha. No século XVI, Martinho Lutero (1483-1546) para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmentos de Esdras e Daniel.

Lutero, quando estava preso em Wittenberg, ao traduzir a Bíblia do latim para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Biblícas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia. Neste fato fundamental para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradição da Igreja, que nos legou a Bíblia como a temos hoje. Disse o último Concílio: “Pela Tradição torna-se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes.” (DV,8). Se negarmos o valor indispensável da Igreja Católica e de sua Sagrada Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia.

Note que os seguidores de Lutero não acrescentaram nenhum livro na Bíblia, o que mostra que aceitaram o discernimento da Igreja Católica desde o primeiro século ao definir o Índice da Bíblia. É interessante notar que o Papa São Dâmaso (366-384), no século IV, pediu a S.Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia, o que gerava certas confusões entre os cristãos. São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado de Vulgata, usado até hoje.

Fonte:
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=4215


MOMENTO DE REFLEXÃO


MOMENTO DE REFLEXÃO.


OS DEZ MANDAMENTOS
São as leis que Deus nos deixou para sabermos se estamos seguindo a Sua vontade e desta forma O estamos obedecendo.
OS DEZ MANDAMENTOS são normas para conduta humana. São prescrições morais resumidos em dez itens. Os mandamentos são força libertadora, ao invés de ser coisa que aprisiona. Na medida em que você tem um indicador para seguir, você evita cometer erros que o afastam do plano de Deus. O que Deus manda, torna-o possível pela Sua graça.
OS DEZ MANDAMENTOS descrevem as exigências do amor de Deus e do próximo: Os três primeiros se referem aos deveres do homem para com Deus, e pode ser resumido em "Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo o entendimento" (Mt 22,37). Os outros sete mandamentos se referem ao amor ao próximo. E foi resumido assim: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mc 12,31).
Entendendo os Dez Mandamentos
Os Dez Mandamentos não visam somente o melhoramento do comportamento individual, mas querem atingir a situação do povo, para ser um povo livre e fraterno. Os Dez Mandamentos são a Constituição do Povo de Deus, em vista de uma sociedade justa e igualitária.
Cada mandamento quer combater uma das causas que fazia o povo sofrer na opressão do Egito, e quer mostrar o que o povo deve fazer para manter-se verdadeiramente livre. Para entender todo o sentido dos Dez Mandamentos é fundamental ver como Jesus observou e explicou a Lei. Jesus não veio tirar ou modificar os mandamentos, mas dar-lhe sentido pleno. Prometeu também: " Quem praticar os mandamentos e os ensinar, será considerado grande no Reino do Céu" (Mt 5, 17-20).
Vamos falar de cada um dos DEZ MANDAMENTOS ensinados pela Igreja Católica Apostólica Romana. Existem divergências entre as diversas religiões, pois algumas delas não aceitam Cristo como O SALVADOR e ainda se mantém esperando pelo Messias que ainda virá, outras porém se baseiam nos textos e palavras exatamente como estão nas Escrituras, sem qualquer interpretação ou atualização e não entendendo os ajustes que o próprio Jesus Cristo efetuou, mas nós católicos devemos seguir e catequizar a todos ensinando as leis gravadas por Deus nas tábuas de pedra que entregou a Moisés no Monte Sinai. Estas são as leis de Deus que devem ser seguidas e ensinadas pelos Cristãos Católicos. Eis os mandamentos de Deus:
1°) AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS (Ex 20,2-5)
"Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forcas" (Dt 6,5).
O primeiro mandamento convida o homem a crer em Deus, a esperar nele e a amá-lo acima de tudo.
"Adorarás o Senhor teu Deus" (MT 4,10). Adorar a Deus, orar-lhe, oferecer-lhe o culto que lhe é devido, cumprir as promessas e os votos que foram feitos a ele são os atos da virtude de religião que relevam da obediência ao primeiro mandamento. O dever de prestar um culto autêntico a Deus incumbe ao homem, tanto individualmente como em sociedade.
O homem deve poder professar livremente a religião, tanto em particular como em público. A superstição é um desvio do culto que rendemos ao verdadeiro Deus. Ela se mostra particularmente na idolatria, assim como nas diferentes formas de adivinhação e de magia.
A ação de tentar a Deus, em palavras ou em atos, o sacrilégio, a simonia são pecados de irreligião proibidos pelo primeiro mandamento. Enquanto rejeita ou recusa a existência de Deus, o ateísmo é um pecado contra o primeiro mandamento.
Este mandamento se encontra na Bíblia assim: "Não terás outros deuses além de mim! Não farás para ti imagem, com semelhança alguma... não te inclinarás diante desses deuses e não os servirás..." (Ex 20,3-6). No Egito, na "casa da escravidão", a religião dos deuses era usada para reforçar o sistema e o poder do faraó. Ele fazia grandes estátuas e templos para impressionar o povo e mandava que o povo dobrasse os joelhos diante dele próprio, como se fosse um deus.
Este mandamento, portanto, quer combater essa situação, convidando o homem a crer em Deus, a esperar Nele e a amá-lo acima de tudo.
O culto às imagens sagradas está fundamentado no mistério da encarnação do Verbo de Deus. Além disso, o uso de imagens de santos se iguala ao uso dado às fotografias de nossos entes queridos. Não contraria o primeiro mandamento.
2°) NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO (Ex 20,7)
"Senhor nosso Deus. quão poderoso é teu nome em toda a terra"( Sl 8.11).
O segundo mandamento prescreve respeitar o nome do Senhor. O nome do Senhor é santo.
O segundo mandamento proíbe todo uso impróprio do Nome de Deus. A blasfêmia consiste em usar o Nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria e dos santos de maneira injuriosa.
O juramento falso invoca Deus como testemunha de uma mentira. 0 perjúrio é uma falta grave contra o Senhor, sempre fiel a suas promessas.
"Não jurar nem pelo Criador, nem pela criatura, se não for com verdade, necessidade e reverência".
No Batismo o cristão recebe seu nome na Igreja. Os pais, os padrinhos e o pároco cuidarão que lhe seja dado um nome cristão. O patrocínio de um santo oferece um modelo de caridade e garante a sua oração. O cristão começa suas orações e suas ações pelo sina-da-cruz "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém" Deus chama cada um por seu nome.
Este mandamento prescreve respeitar o nome do Senhor. O nome do Senhor é SANTO. Com isto, é proibido o uso impróprio do Nome de Deus. A blasfêmia consiste em usar o Nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria e dos santos de maneira injuriosa.
O juramento falso invoca Deus como testemunha de uma mentira. O perjúrio é uma falta grave contra o Senhor, sempre fiel a suas promessas.
3°) GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA (Ex 20,8-11)
"Guardarás o dia de sábado para santificá-lo"( Dt 5,12). "No sétimo dia se fará repouso absoluto cm honra do Senhor" (Ex 31,15).
O sábado, que representava o término da primeira criação, é substituído pelo domingo, que lembra a criação nova, inaugurada com a Ressurreição de Cristo. A Igreja celebra o dia da Ressurreição de Cristo no oitavo dia, que é corretamente chamado dia do Senhor, ou domingo.
No domingo e em outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa, evitando as atividades e negócios que impeçam o culto a ser prestado a Deus, a alegria própria do dia do Senhor e o devido descanso da mente e do corpo.
A instituição do domingo contribui para que todos tenham tempo de repouso e de lazer suficiente para lhes permitir cultivar sua vida familiar, cultural, social e religiosa. Todo cristão deve evitar de impor sem necessidade aos outros aquilo que os impediria de guardar o dia do Senhor.
"O domingo... deve ser guardado em toda a igreja como o dia de festa por excelência ". No domingo e em outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa e das celebrações litúrgicas.
4°) HONRAR PAI E MÃE (Ex 20,12)
"Honra teu pai e tua mãe"(Dt 5.I6; Mc 7,8).
"Filhos, obedecei a vossos pais, no Senhor, porque isso é justo. Este é o primeiro mandamento acompanhado de uma promessa: Honra teu pai e tua mãe, para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a terra" (Ef 6,1-3).
De acordo com o quarto mandamento, Deus quis que, depois dele, honrássemos nossos pais e os que ele, para nosso bem, investiu de autoridade. A comunidade conjugal está fundada na aliança e no consentimento dos esposos. O casamento e a família estão ordenados para o bem dos cônjuges, a procriação e a educação dos filhos.
Os filhos devem a seus pais respeito, gratidão, justa obediência e ajuda. O respeito filial favorece a harmonia de toda a vida familiar.
Os pais são os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos na fé, na oração e em todas as virtudes. Têm o dever de prover em toda a medida do possível as necessidades físicas e espirituais de seus filhos. Os pais devem respeitar e favorecer a vocação de seus filhos, ensinando que a primeira vocação do cristão consiste em seguir a Jesus.
"A salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar."
Lembrem-se e ensinem que a primeira vocação do cristão consiste em seguir a Jesus. A autoridade pública deve respeitar os direitos fundamentais da pessoa humana e as condições de exercício de sua liberdade.
É dever dos cidadãos trabalhar com os poderes civis para a edificação da sociedade num espírito de verdade, de justiça, de solidariedade e de liberdade. O cidadão está obrigado em consciência a não seguir as prescrições das autoridades civis quando contrárias as exigências da ordem moral. "E preciso obedecer antes a Deus do que aos homens "(At 5,29)
Toda a sociedade baseia os seus juízos e a sua conduta numa visão do homem e do seu destino. Sem as luzes do Evangelho a respeito de Deus e do homem, as sociedades facilmente se tornam totalitárias.
5°) NÃO MATAR (Ex 20,13)
"Deus tem em seu poder a alma de todo ser vivo e o espírito de todo homem carnal" ( Jó 12,10). Toda vida humana, desde o momento da concepção até a morte, é sagrada porque a pessoa humana foi criada por si mesma à imagem e á semelhança do Deus vivo e santo.
A vida humana é sagrada porque desde a sua origem ela encerra a ação criadora de Deus, e permanece para sempre numa relação especial com o Criador, seu único fim. Só Deus é o dono da vida, do começo ao fim; ninguém em nenhuma circunstância pode reivindicar para si o direito de destruir diretamente um ser humano inocente.
O assassinato de um ser humano é gravemente contrário à dignidade da pessoa e à santidade do Criador. A proibição de matar não ab-roga o direito de tirar a um opressor injusto a possibilidade de prejudicar. A legítima defesa é um dever grave para quem é responsável pela vida alheia ou pelo bem comum.
Desde a concepção a criança tem o direito á vida. O aborto direto, isto é, o que se quer como um fim ou como um meio, é uma "prática infame" gravemente contrária à lei moral. A Igreja sanciona com pena canônica de excomunhão este delito contra a vida humana. Visto que deve ser tratado como uma pessoa desde a sua concepção, o embrião deve ser defendido em sua integridade, cuidado e curado como qualquer outro ser humano.
A eutanásia voluntária, sejam quais forem as formas e os motivos, constitui um assassinato. É gravemente contrária à dignidade da pessoa humana e ao respeito do Deus vivo, seu Criador.
O suicídio é gravemente contrário à justiça, à esperança e à caridade. E proibido pelo quinto mandamento. O escândalo constitui uma falta grave quando por ação ou por omissão leva deliberadamente o outro a pecar.
Por causa dos males e injustiças que toda guerra acarreta, devemos fazer tudo o que for razoavelmente possível para evitá-la.
A igreja ora: "Da fome, da peste e da guerra livrai-nos, Senhor". A Igreja e a razão humana declaram a validade permanente da lei moral durante os conflitos armados. As práticas deliberadamente contrárias ao direito dos povos e a seus princípios universais constituem crimes.
"A corrida armamentista é a praga mais grave da humanidade, que lesa intoleravelmente os pobres".
"Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus" (Mt 5,9)

6°) NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE (Ex 20,14)
"O amor é a vocação fundamental e originária do ser humano".
Ao criar o ser humano homem e mulher, Deus dá a dignidade pessoal de uma maneira igual a um e outro. Cada um, homem e mulher, deve chegar a reconhecer e aceitar sua identidade sexual.
Cristo é o modelo da castidade. Todo batizado é chamado a levar uma vida casta, cada um segundo seu estado de vida próprio. A castidade significa a integração da sexualidade na pessoa. Inclui a aprendizagem do domínio pessoal.
Entre os pecados gravemente contrários a castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais.
A aliança que os esposos contraíram livremente implica um amor fiel. Impõe-lhes a obrigação de guardar seu casamento indissolúvel. A fecundidade é um bem, um dom, um fim do casamento. Dando a vida, os esposos participam da paternidade de Deus.
A regulação da natalidade representa um dos aspectos da paternidade e da maternidade responsáveis. A legitimidade das intenções dos esposos não justifica o recurso a meios moralmente inadmissíveis (por exemplo: a esterilização direta ou a contracepção).
O adultério e o divórcio, a poligamia e a união livre são ofensas graves à dignidade do casamento.
7°) NÃO ROUBAR (Ex 20,15)
"Não roubarás"(Dt 5,19). "Nem os ladrões, nem os avarentos... nem os injuriosos herdarão o Reino de Deus"(1Cor 6,10).
O sétimo mandamento prescreve a prática da justiça e da caridade da administração dos bens terrenos e dos frutos do trabalho dos homens. Os bens da criação são destinados a todo o gênero humano. O direito à propriedade privada não abole a destinação universal dos bens.
O sétimo mandamento proíbe o roubo. O roubo é a usurpação de um bem de outrem contra a vontade razoável do proprietário. Toda a forma de apropriação e uso injusto dos bens de outrem é contrária ao sétimo mandamento. A injustiça cometida exige reparação. A justiça comutativa exige a restituição do bem roubado.
A lei moral proíbe os atos que, visando a fins mercantis ou totalitários, conduzem à servidão dos seres humanos, à sua compra, venda e troca como mercadorias.
O domínio concedido pelo Criador sobre os recursos minerais, vegetais e animais do universo não pode ser separado do respeito às obrigações moraislusive para com as gerações futuras.
Os animais são confiados à administração do homem que lhes deve benevolência. Podem servir para justa satisfação das necessidades do homem.
A Igreja emite um juízo em matéria econômica e social, quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigem. Preocupa-se com o bem comum temporal dos homens em razão de sua ordenação ao Sumo Bem, no fim último.
O próprio homem é o autor, o centro e o fim de toda a vida econômica e social. O ponto decisivo da questão social é que os bens criados por Deus para todos de fato cheguem a todos, conforme a justiça e com a ajuda da caridade.
O valor primordial do trabalho despende do próprio homem, que é seu autor e destinatário. Através de seu trabalho, o homem participa da obra da criação. Unido a Cristo, o trabalho pode ser redentor. O verdadeiro desenvolvimento abrange o homem inteiro. O que importa é fazer crescer a capacidade de cada pessoa de responder à sua vocação, portanto ao chamamento de Deus.
A esmola dada aos pobres é um testemunho de caridade fraterna e é também uma prática de justiça que agrada a Deus. Na multidão de seres humanos sem pão, sem teto, sem terra, como não reconhecer Lázaro, mendigo faminto da parábola? Como não ouvir Jesus que diz: "Foi a mim que o deixastes de fazer" (Mt 25,45)
8°) NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO (Ex 20,16)
"Não levantarás falso testemunho contra teu próximo"( Ex 20,16).
Os discípulos de Cristo "revestiram-se do homem novo, criado segundo Deus na justiça e santidade da verdade" (Ef 4, 24).
A verdade ou veracidade é a virtude que consiste em mostra-se verdadeiro no agir e no falar, fugindo da duplicidade, da simulação e da hipocrisia. O cristão não deve "se envergonhar de dar testemunho de Nosso Senhor" (2Tm 1,8) em atos e palavras. O martírio é o supremo testemunho prestado à verdade da fé.
Este mandamento proíbe falsear a verdade nas relações com os outros. Essa proibição moral decorre da vocação do povo santo a ser testemunha de seu Deus, que é e quer a verdade.
O respeito à reputação e à honra das pessoas proíbe toda atitude ou palavra de maledicência ou calúnia. A mentira consiste em dizer o que é falso com a intenção de enganar o próximo, que tem direito à verdade.
Toda falta cometida contra a verdade exige reparação. A regra de ouro ajuda a discernir, nas situações concretas, se convém ou não revelar a verdade àquele que a pede.
"O sigilo sacramental é inviolável". Os segredos profissionais devem ser guardados. As confidências prejudiciais a outros não devem ser divulgadas. A sociedade tem direito a uma informação fundada na verdade, na liberdade e na justiça. E conveniente que se imponham moderação e disciplina no uso dos meios de comunicação social.
As artes, mas sobretudo a arte sacra, têm em vista, "por natureza, exprimir de alguma forma nas obras humanas a beleza infinita de Deus e procuram aumentar seu louvor e sua glória na medida em que não tiverem outro propósito senão o de contribuir poderosamente para encaminhar os corações humanos de Deus".
9°) NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO (Ex 20,17)
"Todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração" ( Mt 5,28).
O nono mandamento adverte contra a cobiça ou concupiscência carnal. A luta contra a cobiça carnal passa pela purificação do coração e a prática da temperança.
A pureza do coração nos permitirá ver a Deus e nos permite desde já ver todas as coisas segundo Deus. A purificação do coração exige a oração, a prática da castidade, a pureza da intenção e do olhar.
A pureza do coração exige o pudor que é paciência, modéstia e discrição. O pudor preserva a intimidade da pessoa.
10°) NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS (Ex 20,17)
"Onde está teu tesouro, aí estará teu coração"( Mt 6,21).
O décimo mandamento proíbe a ambição desregrada, nascida da paixão imoderada das riquezas e de seu poder.
A inveja é a tristeza sentida diante do bem de outrem e o desejo imoderado de dele se apropriar é um vício capital. O batizado combate a inveja pela benevolência, a humildade e abandono nas mãos da Providencia divina.
Os fiéis de Cristo "crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências" (Gl 5,24); são conduzidos pelo Espírito e seguem seus desejos.
O desapego das riquezas é necessário para entrar no Reino dos Céus. "Bem-aventurados os pobres de coração ".
Eis o verdadeiro desejo do homem: "Quero ver a Deus". A sede de Deus é saciada pela água da Vida Eterna.